100% Botafogo

No dia da final do campeonato carioca de 1957, no intervalo do jogo, eu nascia, em um povoado no município de Cícero Dantas Bahia, nesse dia o Botafogo venceu o Fluminense por 6x2 com 5 gols de Paulinho Valentim e um de Garrincha. Meu pai eufórico comemorou dando tiros para o alto, com a minha chegada, meu primeiro problema, na hora de registrar, meu pai queria meu nome assim. Paulo Valentim Ribeiro Santos, a família foi pra cima dele, convenceram meu pai, os avós, sugeriram um nome parecido com o dele. Que concordou meio contra a vontade.

       Aos 10 anos, eu escutei a final do Carioca de 1967, Botafogo e Bangu, em 68 ouvi pela Globo, o Botafogo ser BI Campeão contra o Vasco, 4x0 Gérson e Jairzinho acabaram do o jogo, em 70 no embalo da seleção brasileira cheia de jogadores do Botafogo, Brito, Gerson, Jairzinho, Rogério, Roberto, Paulo César, Carlos Alberto, sem contar com o treinador Zagalo. Eu era só felicidade, o Botafogo era soberano, eu uma vaidade só.


      Chegou 71, e trouxe junto as derrotas e decepção, perder na final em casa de 1x0 Atlético mineiro, foi um balde de água fria, perder o campeonato carioca aos 44 do 2° tempo para o Fluminense, roubado, foi o início da travessia do deserto, 21 anos de esperança, angústia, decepção e sonho. Eu resisti bravamente, nunca deixei de assistir, ouvir no rádio jogos do Botafogo.


       O tempo passou, as gozações aumentaram, minha força e esperança também, até junho de 1989, obrigado Maurício, descanse em Paz Mazolinha, obrigado Emil Pinheiro, meu eterno presidente. Durante esses anos de seca, vi alguns times bons, não ganharem nada, Wendel, Miranda, Brito, Leônidas, Marinho Chagas, Ney Conceição, Carlos Roberto, Jairzinho, Dirceu, Zequinha, Fischer.


       Porque esse time não foi campeão? Eu juro que não sei. Eu vi chegar Osmar, Josimar, Alemão, Manfrini, Gil, Mario Sérgio a volta de Paulo César, nada funcionava, parecia azar do inferno, enfim chegou a hora da quebra da maldição, Gotardo, Galvão, Josimar, Criciúma, Mauricio, acabou minha agonia. Minha história de glória do Botafogo, voltava a dá esperança, torcer, amar, ser 109% foi meu lema em toda minha vida 

       As vezes eu criticava o treinador, eu queria Cao no lugar de Manga, Fischer no lugar de Roberto Miranda, fiquei triste com a saída de Valtencir, e muito revoltado com a venda de Marinho Chagas,notícias desse tipo não existe mais, Botafogo compra Mauro Galvão, Marinho, Paulinho Criciúma e Cláudio Adão.Foi o início da quebra do jejum, assim sou eu, 100% Botafogo. 


 

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